Uma campanha feroz do Público tenta infamar o nosso primeiro-ministro. O diário começou por falar de projectos camarários de outrens subscritos por José Sócrates, aquando do seu ofício de engenheiro técnico na Covilhã. Sem se deter, o mesmo jornal avançou, 24 horas depois, com outra denúncia. Sócrates ter-se-ia empenhado em outras actividades quando era subsidiado para exercer, em exclusividade, o cargo de deputado. Por outras palavras, Sócrates usufruia indevidamente de um acréscimo ao vencimento parlamentar, que o obrigava a dedicação absoluta ao desígnio sufragado pela vontade popular. Tenho para mim que,dentro de ano e meio, o povo condenará com vemência esta teimosa tendência do Público em escarnecer de Sócrates. A serem verdadeiras as denúncias, o líder do Executivo limitou-se a materializar duas características tão peculiares dos portugueses: ajudar os próximos, assinando projectos de amigos, e ajudar-se a si próprio, quando arranjou uns biscates, o que não merece reprimenda, que a vida está má para todos...
Se observarmos com atenção o portfólio que o Público reuniu sobre os referidos projectos na Covilhã, chegaremos facilmente a duas conclusões: se os mesmos não foram idealizados por Sócrates, isso só abona a favor do primeiro-ministro. Por outro lado, face ao que nos é mostrado, os outrens não têm mesmo jeitinho nenhum. Em abono da verdade, eu consigo fazer coisas bem mais engraçadas em moldes de plasticina












