terça-feira, agosto 7

Ah, escuta!

Há tempos, um amigo cobiçava salivarmente as minhas funções laborais, por padecer de uma obsessão por uniformes. Não entendi à primeira, por não ser funcionário das Forças Armadas, mas, segundos volvidos, dei finalmente conta que o tarado referia-se a uma das minhas superiores, membro sénior na decana agremiação dos escuteiros. Expliquei-lhe, em diligente paternalismo, que nunca tinha visto a rapariga fardada de peúgas e botins, ornamentos que merecem absoluto repudio da minha engenharia fantasiosa. Alertei-o depois que se tratava de uma actividade de intuitos cívicos, mesclada de laivos religiosos, forçando, por isso, um respeitoso recato nas considerações mais lascivas. Não esquecendo que estes recrutas trauteiam disciplinadamente, em serões à fogueira, cânticos consagrados a um conservador general inglês. Em conclusão, acrescentei que, definitivamente, o exercício do escutismo não é sexy, sobretudo aquando das necessidades prementes em temporadas na mata. Imaginar alguem a defecar em buracos improvisados para depois polir o assento com folhas de plátano não me acirra propriamente o sistema hormonal. Antes uma cinquentenária da EasyJet

2 comentários:

Florença disse...

Podes crer. Tira a tesão a qq um :/

kunhas disse...

Dizes isso porque não conheces-te as mesmas escuteiras que eu...
Afinal de contas o que é que tu pensas que acontece nas matas? Huh?