quinta-feira, abril 30

...

- Cice: Ainda bem que o bebé não sai da barriga
- Fogas: Oh Cice, qualquer dia vai sair
- Cice: Não! Agora não!!!
- Fogas: Sim, já te disse que o bebé ainda tem de crescer mais um bocadinho. Tens de ter paciência
- Cice: Mas agora não pode sair da barriga!!
- Fogas: Mas porquê?
- Cice: A mãe está a fazer cocó

quarta-feira, abril 29

Gémeos!

(Tecnicamente, estamos os dois grávidos. A Maria do rebento, eu da cevada)

terça-feira, abril 28

Fotorecurtagem

Alguns instantâneos da festa familiar dos cinco anos da minha filha. Ela gostou sobretudo da máquina digital da Hello Kitty. Nota-se que ainda faltam limar algumas arestas, mas é notório que a pequena artista já mostra algum cuidado, e precisão, em determinados enquadramentos, como é visível na amostra 2

segunda-feira, abril 27

Contestável

D. Nuno Álvares Pereira passou a ser, para a igreja católica, "um santo com direito a devoção universal". Malta vizinha mercuriana, venusiana, marciana, jupiteriana, saturniana, uraniana e neptuniana, vamos todos dar graças ao bom homem, que degolou uns quantos espanhóis com manias de cobiça a terreno alheio

sexta-feira, abril 24

Do meu baú

(dá sempre jeito em alturas mais desinspiradas)

quinta-feira, abril 23

Garboso vaidoso

(autoria da Gralha, que me andou a rabujar a moleirinha por não lhe ter dado os devidos créditos)
Submerso numa grandiosidade ímpar e esmagadora. Um vazio tão imenso que nos comprime num amplo (quase) infinito. Dou graças ao (bom) gosto que me fez glorioso

quarta-feira, abril 22

E daí...

"Aquilo (Jornal Nacional da TVI às sextas-feiras) é um telejornal travestido", José Sócrates

terça-feira, abril 21

Cara linda

Tratava do hotel. Cuidava em albergar-me nas melhores condições. Quis-me sempre no melhor. Não se tranquilizava até que tudo estivesse em conformidade. Tinha também cuidado especial em arranjar as passagens. Orientava-me no melhor caminho a seguir para o destino planeado. Um dia, foi à sua vida e deixou-me por minha conta. Não mais ouvi falar dela. No último fim-de-semana, reecontrei-a num jantar. Dirigiu-se-me, cordial, com palavras meigas. De sorriso rasgado, segurou-me no braço e atirou: "está diferente, bonito, com um ar moderno". A Carminda reformou-se há uns anos do serviço de apoio. Está bem que já não é nenhuma moça, mas a opinião conta como a de qualquer outro ser humano

segunda-feira, abril 20

Parece Saído de Decalque

O que se faz para particularizar algo de apelativo num todo medonho (de verdade mas sem criatividade)

sexta-feira, abril 17

Trapos

Sr. Dr António Costa, distinto líder edil do município lisboeta. Conduzo a minha filha até ao estabelecimento de educação que a forma faz cerca de quatro anos. Nesse período, e nos trajectos matinais, apenas me penetencio pelo palavreado de média obscenidade que se escapa a cada imprudência dos condutores pategos. De resto, cuido pela compostura, torcendo para que a criança não repita os meus desafogos junto das tutoras da instituição de cariz religioso. Endereço-lhe, Sr, Dr. António Costa, esta preocupada missiva com o intuito de lhe requerer respostas adequadas aos anseios prematuros e desajustados da menina. Por responsabilidade do município que dirige foi afixado um outdoor colossal às portas do colégio da Cice, promovendo indumentária de cariz íntimo. Diga-me, Sr. Dr. António Costa: face à perfeição irrefutável impressa no cartaz publicitário, que argumentos me desenrasca para contestar os impulsos caprichosos da minha filha em adquirir "um paninho para as maminhas"?

quarta-feira, abril 15

Con(sis)tente

- Cice: Estou feliz!
- Fogas: Ah estás... então porquê?
- Cice: Vou ter um bebé!
- Fogas: Não... a mãe é que vai ter... tu vais ajudar
- Cice: A mudar as fraldas?
- Fogas: Sim, também
- Cice: Mas só mudo chichi e cocó duro
- Fogas: Porquê?
- Cice: Porque o mole cheira muito mal
(tem faro para as lides a pequena)

terça-feira, abril 14

Micaela Angela

No atelier da minha artista florescem gravuras do mais fino traço, mas já não sei onde pendurar tanta papelada

segunda-feira, abril 13

O Sr. Piçarra

Há facções da psicologia clínica defensoras que as nossas memórias começam a alojar-se no consciente a partir dos 3/4 anos. O meu trajecto empírico desdiz essa vertente, que nos aborda praticamente como cães pavlovianos nos primeiros anos de vida. Uma das provas irrefutáveis de que a minha memória começou a edificar-se muito mais cedo que o período defendido por essa facção redutora da psicologia é Luís Piçarra, um dos maiores vultos da música ligeira portuguesa. Era ele, a voz da melodia mais entoada no nosso território logo a seguir à A Portuguesa, que, nos finais dos anos 70, me conduzia, na sua carrinha castanha GS, até ao infantário de sua propriedade. Foi este SENHOR que me guiou nas precoces etapas da minha formação como homem e benfiquista. É este SENHOR que ainda hoje me arrepia quando a sua melodia ecoa pelas bancadas de gargantas sedentas de gloriosas vitórias. Há legados que não são de (ou para) todos. Um dos meus tem papoilas... faltam as de os tempos de hoje acertarem com a baliza

quarta-feira, abril 8

segunda-feira, abril 6

Amores feitos!

Cá vai a prova que não sou um nharro insensível e abestalhado, que passa a vida na contemplação da silhueta feminina. Tal como havia anunciado faz agora quase um mês, e a pedido da directora da escola da minha filha (a senhora deve ter sido gira por alturas da revolução de Abril), executei dois amores-perfeitos sobre papel-cavalinho, com o traço dos crayons da Cice. Descontando as cãibras nos carpos, metacarpos e falanges e a suspeita de tendinite no pulso direito, julgo que o resultado final supera os índices do aceitável. Espero que a educadora Marina e a professora Rita ponham os olhos nisto e me felicitem pela conduta bem-intencionada que patenteei, em nome da comunidade e, sobretudo... delas as duas

sexta-feira, abril 3

Tás mal

Mais que a grandiosidade, os monumentos definham-nos à escala de ninharias pela excelência que se lhes desponta. Perdemo-nos na estética complexa das formas arquitectadas pelo talento ímpar de génios engenhocas e reduzimo-nos a insignificantes. Sucede o mesmo com alguns exemplares das gerações que alimentam os ciclos da existência e as fantasias. Neste caso, louvamos a fortuna da conjugação de genes. A beleza está refém dos caprichos dos cromossomas e não deve ao engenho premeditado de ninguem. Acontece. Um desses raros modelos, que banalizam a mais requintada sintaxe das considerações adjectivadas, nasceu vai fazer 50 anos!?!? A mulher que... e que..., vai dobrar o meio século e não se nota nada. "Não se nota mas podia ser tua mãe", desmistificou-me, arreliada, a Maria. "É o Taj Mahal das quarentonas", confortou-me, de seguida, um colega. Um monumento não tem idade

quinta-feira, abril 2

Guzzado

Descontando não me lembrar que a Blue era a cadela do Duarte, o que dava as pistas, e trocar a raposa Swiper, essa grande ladra da Dora, com o suricate Timon, o amigo do Pumba, até que foi um jogo equilibrado (daqui a uns dez anos marcamos a desforra, oh Cice armada-em-esperta, e depois quero ver se debitas com a mesma ligeireza sobre ângulos côncavos ou congruentes)