terça-feira, julho 1

Sande y Regis

Em mais pequenos, somos esponjas absorventes de informação, sem grande (ou quase nenhuma) capacidade de coar excessos. A nossa formação, em tenra idade, assenta muitas vezes nos estereótipos que esvoaçam pelos media. No meu tempo de miúdo, aquando da transição do preto-e-branco para os feixes coloridos da TV, não havia assim tantas referências que me moldassem conceitos de masculinidade. Vivíamos na época do Sandokan. Cheguei a experimentar o lenço de seda na cabeça e a tesoura na cintura, mas deixei-me desses carnavais. Preferi confinar o meu processo de maturação a duas figuras, quasi sem rosto, que se entranhavam no meu imaginário e nos reclamos televisivos. O senhor Sandeman, mais no estilo toca-e-foge, foi útil para aprender a esgueirar-me de raparigas com precoces intentos casamenteiros. O agente Regisconta era... aquela máquina, pelo que é óbvio constatar o que retive da personagem

1 comentário:

Florença disse...

Eu liguei sempre o Sandeman a uma personagem super misteriosa que detinha inúmeras amantes :) Saudades...