quinta-feira, junho 5

Flutelências

Caros órgãos de comunicação social: nos últimos meses, vossas excelências têm aterrorizado - e muito bem - o consumidor com as sucessivas barreiras psicológicas vencidas com escalada do preço do petróleo. Com o mesmo respeito a vossas excelências, lembro-vos que, há cerca de duas semanas, berraram em manchetes e aberturas de telejornais que o crude estava prestes a dobrar os 140 dólares. Graças ao terror que foram semeando, acagaçaram - e com toda a naturalidade - as gasolineiras. Resultado: em quatro meses, cerca de 20 correcções - para cima - ao preço por litro. Ora, estranhei não ter novas vossas sobre o tema nestes últimos dias e, por iniciativa própria, fui indagar o que se passava. No fecho dos mercados de quarta-feira, o barril de crude era tansacionado na Europa a - números redondos - 126 dólares. Recorrendo à regra de três simples, o petróleo desvalorizou dez por cento, ou seja, 14 dólares, pouco mais que 9 euros. Consciente dos perigos de voltar a acicatar a voracidade dos especuladores - que devem andar a mamar flutes de champanhe em resorts de luxo à custa das recentes oscilações de mercado - deixo a pergunta às depauperadas gasolineiras: mas quando é que baixam a porra da gasolina???
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Adenda (pelas 22:00): Retiro tudo o que disse... Peço desculpa. Um gajo precipita-se e depois apanha com uma grande bofetada de luva branca. Afinal, graças a uma atençãozinha da Galp, o gasóleo passará a custar, a partir da meia-noite, menos meio cêntimo. É pouco, mal se vê, mas sempre são três bagos de arroz

1 comentário:

Florença disse...

Antes disso ainda nos espetam uma bandeira de Portugal no cu, para não nos esquecermos que é aqui, neste país, que somos verdadeiramente enrabados.