sexta-feira, janeiro 9

Poleganhada

Tenho na minha posse uma arma de arremesso na mão direita. O meu polegar molestado está duro e negro como granito. Preciso cuidar dos movimentos bruscos, sob o risco de desferir um golpe letal a alguem mais imprudente. Alertaram-me para o estado do dedo. Comecei a amedrontar-me quando referiram o termo "gangrena". Pronto, fui ao hospital. Duas horas depois, atendeu-me um médico que me lançou um esgar do género: “mas que mania têm estes tipos completamente saudáveis em entupir as urgências?”. Mostrei-lhe logo o dedo para lhe passarem as peneiras. Olhou-me para isto e só faltou injuriar-me de hipocondríaco. Para que conste, o meu dedo está “com óptimo aspecto”, pelo que não devia acreditar em observações jocosas de terceiros. Vou agora ali reapreciar a beleza de um dedo que mais se assemelha à extremidade de um cajado

1 comentário:

Durão Barroso disse...

E já vais no terceiro post sobre o dói-dói no dedinho... Não estaremos um pouco centrados no umbigo? ou melhor, no polegar?