terça-feira, março 17

Ana meiguiceira

Sou do tempo do jornal A Bola do tamanho do tampo da mesa da casa de jantar. Nessa época, na pueril década de 80, adquiri o hábito de folhear as páginas de 500 gramas, e 800.000 caracteres, de trás para a frente. Não que seja um costume desusado, mas tomeio-o como protocolo de leitura porque procurava, em primeiro lugar, a secção de atletismo e as reportagens de fundo com a Ana Oliveira. Dotada de uma silhueta que fazia jus ao conceito mais requintado de elegância, Ana Oliveira começou a justificar a lycra como fardamenta apropriada a furar o atrito nas barreiras e no triplo salto. Que bem lhe assentava o vermelho vivo do Benfica. Na Luz, transpirava a mais bela da história do atletismo português. Na década de 80, o povo exultava com as medalha da Rosa Mota, um esparguete com dois fartos espanadores nas axilas. Eu, sobre o tampo da mesa da casa de jantar, sorvia as páginas impressas com a Ana Oliveira e os grandes planos que imortalizaram o olhar terno e a silhueta atlética. Ontem, uma amiga de uma grande amiga (obrigado gandas malucas), fez-me chegar um mimo da minha ídola de meninice, parabenizando-me pela 35ª Primavera. Omito-vos partes da lembrança... não queiram saber tudo. Roam-se de inveja!!

1 comentário:

Cheese Maker disse...

queria ler o resto da mensagem!!!!