sexta-feira, setembro 21

Trans-torno

Há um par de dias, um amigo desabafava-me, desconsolado, que estava inclinado a romper com o, ainda verde, relacionamento. Apreciava os mimos, a bagagem intelectual e as formas da rapariga. O problema foi o desconforto que se lhe acometeu quando a jovem confessou a atracção pelo seu (dele) lado feminino. Sentia-se desconfortável e não podia conviver com a ideia que a namorada se tentava pela sua alegada faceta cor-de-rosinha. Sorri descomprometidamente e confortei-o com duas palmadas no ombro. Fixei um ponto no horizonte, apontei ao infinito, como se do passado se tratasse, e recordei-lhe que, apesar de ter frequentado um colégio de nome Carochinha, um externato Rouxinol e de me lambuzar com couvezinhas de Bruxelas, nunca se me abalou a estrutura da masculinidade

1 comentário:

Florença disse...

Isso dizes tu... há sempre uma parte feminina em todos os gajos que, na maioria dos casos, está muito escondida ;)