sexta-feira, julho 27

Amarga descarga

Outrora, suave textura que se movia aveludada na pele cuidada. Tratavas-nos macia todo o dia, em folhado tenro e terno, em conforto perene sobre a derme. Amansava a inquietação de um organismo em ebulição. Fofa e higiénica celulose, que polia as descargas da orgânica metamorfose. Foi-se, súbita, trocada por lixa abrasiva, lasciva, que deixa o esfíncter inflamado, danado. Complicado convívio, em momentos de alívio, com papel de fel. A rematar, um lamento às contenções de orçamento: doi-me o rabo, carago!

Nota final aos senhores administrativos: faz-se uma vaquinha entre todos, reabastece-se os balneários com o veludo do antigamente e acaba-se de vez com aquele papel manteiga de loja do chinês

1 comentário:

Florença disse...

Eles aqui tb tentaram colocar esse papel-dá-cabo-do-cu aqui no estaminé mas acho que ao limparem o cu real, se arrependeram e voltou tudo à "estaca-veludo" :D