quinta-feira, janeiro 25

Justa cegueira

Há uns anos, o Baltazar rematava os rojões com um tinto lá na tasca que lhe aviava os pratos diários. No balcão, a faxineira do centro de cópias ao lado desenrascava uma bucha com queijo, antes de passar a lixívia nos azulejos dos balneários. Baltazar emborcou o resto do copo, sem perder do fito as nádegas da empregada. Assobiou-lhe, chamou-a ao ouvido e sussurou-lhe qualquer coisa sobre aquele... piiiii... que lhe dava uma... piiiii... a ponto de lhe inchar os... piiiiii... A brasileira sorriu com a desenvolta verborreia de Baltazar, afeiçoou-se e facilitou mesmo ali na cozinha, com o assentimento cúmplice do Jonas, proprietário do estabelecimento de restauração. A cambalhota coelha germinou numa pequena, que agora dizem resgatada por uma bandida armada de mãe plena há uma data de anos. O pobre do Baltazar, ladeado por dois judites aquando dos testes de ADN, apaixonou-se por fim pelo espermatozóide fecundador. Reclamou o seu sangue e mandou para a choldra o pai da criança, vil sequestrador aos olhos da justiça. A empregada brasileira saiu em defesa do casal de pelintras e ameaça agora Baltazar de invasão abusiva de propriedade alheia, acenando, como prova, o tratamento às cândidas prescrito pelo médico de família. Eu sugeria ao Baltazar, para alívio das ansiedades, uma massagem rectal, para posterior empalamento com um cabo de vassoura, previamente barrado com um punhado de areia sobejante da Costa da Caparica

3 comentários:

carla disse...

violência não, frende!
mas tou ctg!

Florença disse...

um espermatozóide vale mais que mil palavras :/

Woman disse...

Que dizer, só posso estar solidária com o fim que se avizinha do Baltazar.

Beijos