sexta-feira, julho 14

Magia macaca

Há imagens que se cravam na memória e não há maneira de desgrudarem. Quem nunca desbastou o nariz, que levante o dedo. Sim, o mesmo que varreu as impurezas da cavidade. Não sei, e acho que nem quero saber, por que razão se depositam nas fossas nasais aqueles pedacinhos repugnantes. Mas a verdade é que temos burriés e não há vivalma que tenha resistido a uma bolinha de muco. Ora a gente trata do recado dos nossos, o problema é os dos outros. Um certo dia, já há uns anos, almoçava com um amigo. Esse amigo parecia que tinha urticária crónica e insistia em esventrar o nariz com o indicador e o mindinho. Concluído o respasto e já no finalzinho do café, o belo do cigarro para assentar os morfes. Entre Benficas, Sportingues, nádegas da empregada e o comi-que-nem-um-alarve, vai de esborratar a beata no cinzeiro. A minha sucumbiu nos despojos, a dele levitou das cinzas e regressou coladinha ao dedo

2 comentários:

anarquista disse...

parafraseando o meu sobrinho Francisco:
ca´nojooooooo!!!

Importante esclarecer que o Francisco, de 5 anos, expressou o "ca´nojooooo" quando lhe atiraram com um viva ao sportem.

O miúdo sabe das coisas! :p

Anónimo disse...

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