domingo, agosto 13

A encomenda

O carteiro José é um jovem profissional dedicado. Não nos falta com a correspondência e às vezes facilita nos vales-postais. Mantemos uma relação cordial. Chega para os bons dias, os boas tardes e uma pergunta ou outra sobre um dia mais atarefado. Já sabemos que quando há correio registado, o carteiro José toca três vezes, espaçadas por uma quarta. Eu percebi o sinal logo à primeira e o carteiro José até ficou todo encavacado com a minha perspicácia. Quando abri a porta, estava vermelho como uma lagosta a esturrar ao sol. Disse-lhe para não se surpreender, que eu era muito intuitivo. Só que, afinal, daquela primeira vez, ainda não havia correspondência registada. Enganou-se ele coitado, que eu quase antecipei. Não sendo íntimo, parece que o carteiro José é pessoa omnipresente. Não sei... é estranho. Há qualquer coisa cá por casa que me vai fazendo lembrar aquele rapaz com uns incisivos centrais pronunciados e sempre de óculos de sol fashion. A minha Maria chama-me parvo e muda de conversa

4 comentários:

Andreia do Flautim disse...

que sorte com o carteiro. Nós aqui tivemos um que nem as cartas distribuia nos lugares certos, chegava a uma rua e metia tudo na primeira casa... Bem que me lixou quando estive a estudar na alemanha e estive mais de dois meses à espera de uma carta que ele me perdeu com a nota de uma cadeira...

flower power disse...

e ele a dar-lhe...
ainda se fosse o hôme do talho, agora o carteiro?!?!

Woman disse...

Tenh para mim que a cara Maria está mais que certa. Manias agora com o carteiro? Haja paciência...

fogacho disse...

... eu bem me parecia que sobejavam febras e almondegas