quarta-feira, agosto 16

Herpes labial

Encanta-me a candura de um xôxo. Já apanhei a meio a revolução cinematográfica do decoro, mas ainda me deliciei com muitos selinhos na boca. Nos filmes da actualidade, comercializa-se o amor. Beija-se por tudo e por nada. E não só se beija como ilimitadamente se extravasa a insanidade da líbido. O marketing das linguas está em saldo. Partilha-se saliva a rodos e achincalha-se o carinho. Nas peliculas de hoje, gostar é espetar a lingua nas goelas do próximo. Antigamente, tocavam-se os lábios et voila... amor eterno e felizes para sempre. Guardo para mim uma das mais imortais sequências do xôxo. Mesmo no finalzinho do Cinema Paraíso. Salvatore, agora um realizador de créditos firmados, recebe finalmente o legado do mestre projeccionista Alfredo. Os excertos das peliculas outrora censuradas pelo pároco da aldeia. O génio compositor de Ennio Morricone faz o resto e amolecemos os corações de pedra. O beijo é coisa do passado e o linguado já não é só grelhado

2 comentários:

Woman disse...

Meu amigo, concordo contigo, o beijo está mais que banalizado. Mas quando se trata de beijar quem nos faz suspirar, nada como um beijo de tirar o fôlego.

;)

fogacho disse...

tem dias ;o)