quinta-feira, agosto 31

Trevas de mim

Sombra minha que te arrastas de mansinho
Suplicas existência prostrada no chão
Plagias-me os passos de fininho
Em perpétua e maçadora bajulação

Adulas-me as pernas e não descolas
Arrojas-te servil pela gravilha
E por muitas evasivas carambolas
Teimas em lapar-te-me à braguilha

Ai sombra, desprega-te de mim
Fedes à goma do sol em brasa
Persegues-me no encalço sem fim
Pisga-te daqui, larga-me da asa

3 comentários:

flower power disse...

"fedes à goma do sol em brasa"... parece-me bem... ;o)

Joana disse...

és mta lindo pah... mesmo bonito pah... escurinho.... temos artista.... és o meu orgulho pah...

Woman disse...

Deixa-me vergar-me perante tamanha inspiração. Estou esmagada. Tens de fazê-lo mais vezes...
Beijo