quinta-feira, agosto 10

Pack top-model deluxe

O que terão estas duas imagens em comum? Praticamente nada. Une-as, porém, o conceito auto-colante. Do vosso lado direito, a Candy Candy do meu embaraço. Do lado esquerdo, uns plasticozinhos que se grudam às nadegas e alimentam a vã esperança de uma desatinada. Há muitos, muitos anos, a minha irmã coleccionava as desgraçadas peripécias da mais famosa orfã da manga japonesa. Às escondidas, ia espreitando na caderneta o desenrolar dos acontecimentos e torcendo para que my sister arranjasse os cromos 14, 27 e 89 para se conhecer o desfecho das histórias pendentes. Mas mais dramático que a agonia de uma história com brancas é a firme convicção que milagres sucedem, ao ritmo da instantanea metamorfose do milho em pipocas. Conheço uma pessoa cujas nalgas são um imenso expositor de um drama humano. Estão carregadinhas de auto-colantes, com a promessa que, em 15 dias, a pele se transforma numa aveludada epiderme da chancela Giselle Bündchen . Louve-se a inabalável fé de uma crente. Mas antes adepto da Candy Candy na penumbra que crédula às claras do tempo-volta-para-trás

4 comentários:

flower power disse...

humm estou a ficar um bocadito cansada da piadinha fácil aos meus autocolantes...
deixa estar que "ha-des" cá vir pedir batatinhas quando tiver umas nalgas de fazer parar o trânsito na praia e arredores!

fogacho disse...

batatinhas não pode... tem de ser saladinha de alface

Woman disse...

Bem, cá para mim mais tarde ou mais cedo opta pela endermologia.
Eu por mais desporto que pratique tive de recorrer e fiquei fascinada. É o mal de todas as Mulheres infelizmente...

Autocolantes só servem para adiarmos um tratamento...

Beijinho

fogacho disse...

... por que muitas nádegas aspiram (literalmente) ;o)